Às vésperas dos 52
anos do Golpe Militar de 01/04 de 1964, que levou a cinco generais presidentes
sem voto e 21 anos de regime militar no Brasil, que nos trouxeram consigo a
modernização conservadora da pátria verdeamarela – 30 milhões de camponeses
sem-terra em duas décadas, dominação das multinacionais na indústria, comércio
e finanças – o CoVrevê três filmes sobre o retirante nordestino, metalúrgico
do ABC paulista, líder sindical preso pela ditadura, fundador do Partido dos Trabalhadores,
deputado constituinte mais votado de 1986, presidente eleito e reeleito em 2002
e 2006: Lula
da Silva!
ABC da greve: Dir. de Léon Hirzman, 1979.
Entreatos: Dir. de João Moreira Salles, 2004.
Lula, o filho do
Brasil– Dir. de Fábio Barreto, 2010.
A dupla caipira “Marx
& Hegel”, formada em 1837, ainda antes de Marx conhecer o jovem talentoso Engels (hoje em carreira solo, voltada
à música eletrônica) – e formar o famoso trio folk “Marx, Hegel & Engels” - está fazendo o maior sucesso na
Alemanha, ao regravar o baião “Diga Cá”,
escrito pelo Inventor do Vento, C.
A. Albani da Silva, em 2011. Confira a versão original da música em português:
A 1ª Roda de Som
do projeto cultural Cavalgando o Vento (CoV), em Porto Alegre/RS, vai acontecer no
próximo sábado: 05/03.
Vamos comemorar os 04 anos do projeto e os dois anos de gravação do primeiro
CD!
Vai ser tudo desplugado, ao ar
livre, espichando nosso lençol musical pertinho do Brique e do Monumento ao
Expedicionário no Parque da Redenção.
Por isso, leva tua cadeira, teu
poema e chimarrão, uma rapadura e até o cusco velho porque vai rolar um punhado
de canções autorais:
Desde antiqualhas como “Você se chama ninguém”, dos tempos da banda Madame Satã (2004):
Passando por sons do CD de 2012 como “Quando o Vento
sorri” e “Até Breve”:
Por canções do “Laboratório de Sons
do Vento” como “A Guria da Livraria” (2015):
E até velhas
novidades como “Nos
cus de Judas (encontrei anjos e arcanjos)” que começou a ser escrita
em 2001 e ficou pronta só agora!
Esta vai
pra todos os amigos que veraneiam no Balneário Pinhal, Cidreira, Cidrilha,
Praia de Baunilha. Porque se o mar é de chocolate, a Praia é de Baunilha!
Praia de Baunilha – Ao Sul de
Moçambique
(C. A. Albani da Silva, o
Inventor do Vento)
Passa lenta a
noite aqui em Cidrilha
Onde a praia,
a areia e o vento são de baunilha
Quando acaba o
ano alguns se reencontram
Na beira do
mar
Há casais
dançando, rosto a rosto amando
Têm poucas
semanas para descansar
Assim segue a
vida, o verão abriga
E obriga a
recomeçar
Bate
o Sol na Costa, na Costa do Sol
Poucas
moças lindas, ainda assim não finda
O
amor como um farol
Cidrilha, baunilha,
planície e mar
De chocolate
O verão não
queima tanto assim
Entre um
chimarrão e o cão que late
Pro vizinho
antigo que larga tudo
Só pra
relembrar
Contos de
pescarias em que deus se confundia
Com a água do
mar
À
sombra de um pinheiro, janeiro e fevereiro
Secretas
emoções que não cabem em canções
Lá
no frio do inverno
P.S.:
Uma
vez Teixeirinha (1927-1985) cantou sobre Capão da Canoa. Já o CoV canta sobre a
Praia de Baunilha, que fica ao Sul
de Moçambique: lá onde todas as ruas, esquinas,
praças, padarias e açougues têm os mesmos nomes e a mesma arquitetura das ruas,
esquinas, praças, padarias e açougues de onde Balneário Pinhal e Cidreira se
encontram, no litoral Norte do RS.
Ficha
técnica da canção:
Letra, música, voz e violão: C. A. Albani da Silva, o Inventor do Vento
Em
1865, portanto, há 150 anos, na Inglaterra, o professor, matemático e
entusiasta da fotografia Charles Lutwidge Dogdson, conhecido como Lewis Carrol (1832 – 1898) lançou o
mais estranho e fascinante dos livros para crianças: Alice no País das Maravilhas.
Em 1871, foi a
vez de bolar uma continuação: Alice do
outro lado do espelho.
Descendo pela
toca do Coelho Branco com Alice encontraremos sonho, surrealismo e muitos
personagens legais.
Cavalgando o Vento
canta então um pouco desse universo fantástico em “Para quando Alice acordar”.
Há
dois anos, na noite de 14 de dezembro de
2013, o projeto cultural Cavalgando
o Vento (CoV) lançou seu
primeiro álbum de canções no Estúdio
LACOS, Cachoeirinha/RS. Foram dois anos intensos produzindo e gravando as
13 músicas que integram o CD.
Muita
coisa aconteceu de lá pra cá, mas seguimos sempre cavalgando o vento! E que
venham mais canções, textos, vídeos, apresentações, parcerias, pois assim
ventilamos o Inferno geral em que estamos metidos.
Abaixo,
vídeo com alguns dos melhores momentos do show de lançamento e a playlist no
YouTube com todas as músicas do CD.
Leandro Vieira, Figurino criado para destaque central de alegoria Carnaval RJ, 2012
Ary
Barroso (1903 a 1964) visitou a Bahia, pela primeira vez, num 02/12 de 1960 e poucos. Foi na baixa do sapateiro baiano atrás da mulata mais frajola que por lá vivia em 1938.
Pra esse Dia do Samba então, três sambas do CoV:
um electro semba em “Nana Samba”; uma guajira cubana que
virou samba soul em “(Guajira) Para os Novos Tempos” & o samba torto de “Fiquei
olhando as nuvens do céu”.
Poema da primeira parte, “Manual
de guerra alemão”, do livro “Poemas
de Svendborg”, escrito por Bertolt
Brecht (1898 a 1956) em 1939. O tema é o mesmo que fundamenta seus textos
teatrais: a luta contra o nazismo!
Meu general, vosso tanque é
poderoso,
Destrói uma floresta,
esmaga cem homens.
Mas tem um defeito:
Precisa de um motorista,
Meu general, poderoso é o
vosso bombardeiro.
Mais rápido que o ciclone,
mais forte que o elefante.
Mas tem um defeito:
Precisa de um motorista.
Meu general, pode-se obter
muita coisa de um homem.