Treze de Maio
Faz 130 anos da Abolição da Escravidão
No Brasil
Já imaginou ser
Uma mãe negra
Em tempos de escravatura?
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Seguimos trabalhando
Para abolir
O fantasma da escravidão...
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Sou Negro
(Poema de Solano Trindade / Música de C. A. Albani da Silva, o Inventor do Vento)
A Dione Silva
Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh´alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs
Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor de engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh´alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...
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Albani: Voz, música, violão
Alemão: Percussão
Antonio: Bansuri
Shakespeare
nasceu em 23 de abril de 1564;
Shakespeare morreu em 23 de abril
de 1616; Na Inglaterra.
23 de abril virou DIA do LIVRO e do
AUTOR!
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CoV
canta a "CANÇÃO para OTHELLO":
Peça
de Shakespeare de 1604 sobre a tragédia do
General Othello, o
mouro
E Desdemona, a filha do senador de Veneza...
Um lenço
que transforma o ciúme em ódio
Recalques que se alimentam de
xenofobia
E as lindas frases, de pura sabedoria, de
Iago
Cruelmente, ele usa todo seu conhecimento
Para ferrar
com a vida alheia...
No Arraial FolkPunkSertanejo do CoV a trilha sonora é pra cantar a mitologia da roça: lobisomi sendo assombração que sai do mato em noite de lua, disse meu velho tio versado em cachorro.
O CAUSO DO LOBISOMI (Meu velho tio)
(C. A. Albani da Silva, o Inventor do Vento)
Auuuuuuul (2x)
Meu velho tio que virou “lobisomi”
O “homi” é uma fera
É uma fera o “homi” (2x)
Meu tio coronel de estância
No sertão distante do pampa loooooonge
À noite a Lua se encheu
Ele se esqueceu que era gente
E se pôs a uivar
(Refrão)
Não, não tinha, não
Não tinha pulga, não, não, não
Meu velho tio só tinha 06 “irmão”
E não foi batizado como deve ser
Todo o cristão
(Refrão)
Auuuuuuul (2x)
Meu velho tio que virou “lobisomi”
O “homi” é uma fera
É uma fera o “homi”
Meu velho tio que brigou
Com a minha tia
Deixou a louça suja na pia
Foi dormir com os cachorros
Chamaram o padre pra benzer
Mas ele não quis nem saber
Só pediu um osso pra roer
Mas deram pra ele foi
Uma bala de prata.
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Albani: Voz e guita
Mick: Baixo
Alemão: Batera
Antonio: Flauta
QUERIDA PODE CRÊ (c. a. albani da silva, o inventor do vento)
Eu ando fora de moda nem sei o que se passa na televisão Eu nem sei de que grife, eu só tenho gripe em qualquer estação Talvez não seja um gato, mas eu tenho um bafo de leão E quando chego em casa, entro pela janela, pois levaram o portão
Se você acha a minha vida louca Mais louca é você que Paga as contas todo mês em dia Mas não sabe por quê E isso tudo é um grande tédio, querida, pode crer Talvez não tenha o teu remédio, mas sei o que te faz sofrer
Eu chego sempre atrasado, pois no calendário é tudo invenção Eu tô sempre por fora, pois o espaço de dentro já encheu de montão Talvez não seja bonito ou o cara mais rico deste país Mas te confesso, querida te dou uma margarida e te faço feliz!
Se você acha...
Eu vou armar minha rede à sombra de uma árvore digital E acender duas velas com a bituca de cigarro que achar no quintal Quando trocar o teu carro por uma bicicleta ou um burrico alado Fico de ponta cabeça pra ver se vejo o mundo assim desvirado
Se você acha a minha vida doida Mais doida é você que Paga as contas todo mês em dia Mas não consegue viver E isso tudo é um bayta tédio, querida, pode crer Talvez não tenha o teu remédio, mas sei o que te faz sofrer (Capítulo XIV, p. 69, do livro "Contos Pra Cantar")
Parte de um plano
secreto
Amigo fiel de Jesus
Eu fui escolhido por ele
Para
pregá-lo na cruz
Cristo morreu como um homem
Um mártir da
salvação
Deixando para mim seu amigo
O sinal da traição.
É que lá em cima Lá na beira da piscina, Olhando simples mortais Das alturas fazem escrituras E não me perguntam se é pouco ou demais
Se
eu não tivesse traído
Morreria cercado de luz
E o mundo
hoje então não teria
A marca sagrada da cruz
E para
provar que me amava
Pediu outro gesto de amor
Pediu que o
traísse com um beijo
Que minha boca então marcou.
Mas
é que lá em cima
Lá na beira da piscina,
Olhando simples
mortais
Das alturas fazem escrituras
E não me perguntam se
é pouco ou demais
Jesus
Cristo foi um homem que viajou por essa Terra
Um homem
trabalhador e corajoso
Ele disse aos ricos “Deem seu dinheiro
aos pobres”
Então mataram a Jesus Cristo
Jesus foi
um homem, um carpinteiro
Seus seguidores, verdadeiros e
corajosos
Um covarde sujo chamado Judas Iscariotes
Ajudou a
matar a Jesus Cristo
Ele foi até o sacerdote, ele foi até
a polícia
Ele disse a todos a mesma coisa:
"Vendam as
suas joias e deem elas aos pobres"
E então eles mataram a
Jesus Cristo
Quando Jesus chegou em Jerusalém
Todos
os trabalhadores
Acreditaram no que ele dizia
Mas os
banqueiros e os sacerdotes simplesmente o pregaram na cruz
E
as pessoas perderam o fôlego ao saber de tamanha crueldade
Todos
se perguntaram por quê? Por quê?
Foram fazendeiros e soldados
que ergueram
Jesus
Cristo na cruz
Esta
canção foi cantada no Brasil do século XXI
De ricos,
sacerdotes e escravos
Se Jesus pregasse aqui o que pregou na
Galileia
Matariam
Jesus Cristo outra
vez…
(Inspirado
no capítulo 10 do evangelho de Marcos).
(Videoclipe
com quadros de Winslow Homer, Peder Monsted, John Everett Millais,
Pintor Desconhecido,
Claude Monet, Djalma Urban, Giovanni Battista Castagneto, Van Gogh,
Alfred Sisley, Almeida Jr, Marlene Costa, Heitor
dos Prazeres).
E
hoje cantaremos / para esta semana da mulher a
canção "ENTRE o GOLPE e a REVOLUÇÃO": Uma
jovem estudante que parou
pra tomar um café com
as suas utopias.
ENTRE
O GOLPE E A REVOLUÇÃO
(c.
a. albani da silva, o inventor do vento)
Todo
o café já bebeu
Todas
as flores colheu
E
o óculos de sol já não está mais no rosto
A
essa moça o que foi que lhe aconteceu?
No
preguiçoso intervalo entre o golpe e a revolução