sábado, 19 de maio de 2018

Maio de 1968: É proibido proibir



Maio 1968 / Maio 2018 / Maio 2068:

A utopia da utopia?

Releitura de
"É proibido proibir"
de Caetano Veloso
por Cavalgando o Vento:
Albani: Voz e baixo
Aline: Violão e vocais
Alemão: Tambor
Cléo: Meia lua e vocais
Jujuba: Vocais e poema incidental
"Romanceiro da Inconfidência" (trecho) de Cecília Meireles.
Vuuuuush

sábado, 12 de maio de 2018

130 Anos Abolição: SOU NEGRO


Treze de Maio Faz 130 anos da Abolição da Escravidão No Brasil Já imaginou ser Uma mãe negra Em tempos de escravatura? ---------------------------- Seguimos trabalhando Para abolir O fantasma da escravidão... ---------------------------- Sou Negro (Poema de Solano Trindade / Música de C. A. Albani da Silva, o Inventor do Vento) A Dione Silva Sou Negro meus avós foram queimados pelo sol da África minh´alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs Contaram-me que meus avós vieram de Loanda como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor de engenho novo e fundaram o primeiro Maracatu. Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi Era valente como quê Na capoeira ou na faca escreveu não leu o pau comeu Não foi um pai João humilde e manso Mesmo vovó não foi de brincadeira Na guerra dos Malês ela se destacou Na minh´alma ficou o samba o batuque o bamboleio e o desejo de libertação... -------------------- Albani: Voz, música, violão Alemão: Percussão Antonio: Bansuri

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Primeiro de Maio



Primeiro de Maio vem aí!
E você?
Já rasgou sua
Carteira de Trabalho?
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Albani: Voz, baixo, letra e música
Mick: Guitarra e figurinos
Alemão: Bateria


segunda-feira, 23 de abril de 2018

CANÇÃO para OTHELLO


Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564;
Shakespeare morreu em 23 de abril de 1616;
Na Inglaterra.
23 de abril virou DIA do LIVRO e do AUTOR!
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CoV canta a "CANÇÃO para OTHELLO":
Peça de Shakespeare de 1604 sobre a tragédia do
General Othello, o mouro
E Desdemona, a filha do senador de Veneza...
Um lenço que transforma o ciúme em ódio
Recalques que se alimentam de xenofobia
E as lindas frases, de pura sabedoria, de Iago
Cruelmente, ele usa todo seu conhecimento
Para ferrar com a vida alheia...
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"O céu foi testemunha
Das calúnias de Iago"...

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Lobisomi


No Arraial FolkPunkSertanejo do CoV a trilha sonora é pra cantar a mitologia da roça: lobisomi sendo assombração que sai do mato em noite de lua, disse meu velho tio versado em cachorro. O CAUSO DO LOBISOMI (Meu velho tio) (C. A. Albani da Silva, o Inventor do Vento) Auuuuuuul (2x) Meu velho tio que virou “lobisomi” O “homi” é uma fera É uma fera o “homi” (2x) Meu tio coronel de estância No sertão distante do pampa loooooonge À noite a Lua se encheu Ele se esqueceu que era gente E se pôs a uivar (Refrão) Não, não tinha, não Não tinha pulga, não, não, não Meu velho tio só tinha 06 “irmão” E não foi batizado como deve ser Todo o cristão (Refrão) Auuuuuuul (2x) Meu velho tio que virou “lobisomi” O “homi” é uma fera É uma fera o “homi” Meu velho tio que brigou Com a minha tia Deixou a louça suja na pia Foi dormir com os cachorros Chamaram o padre pra benzer Mas ele não quis nem saber Só pediu um osso pra roer Mas deram pra ele foi Uma bala de prata. ----------------- Albani: Voz e guita Mick: Baixo Alemão: Batera Antonio: Flauta

sábado, 7 de abril de 2018

QUERIDA PODE CRÊ


Ainda é Primeiro de Abril:
QUERIDA PODE CRÊ
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)
Eu ando fora de moda
nem sei o que se passa na televisão
Eu nem sei de que grife,
eu só tenho gripe em qualquer estação
Talvez não seja um gato, mas eu tenho um bafo de leão
E quando chego em casa, entro pela janela,
pois levaram o portão
Se você acha a minha vida louca
Mais louca é você que
Paga as contas todo mês em dia
Mas não sabe por quê
E isso tudo é um grande tédio, querida, pode crer
Talvez não tenha o teu remédio, mas sei o que te faz sofrer
Eu chego sempre atrasado,
pois no calendário é tudo invenção
Eu tô sempre por fora,
pois o espaço de dentro já encheu de montão
Talvez não seja bonito ou o cara mais rico deste país
Mas te confesso, querida
te dou uma margarida e te faço feliz!
Se você acha...
Eu vou armar minha rede
à sombra de uma árvore digital
E acender duas velas
com a bituca de cigarro que achar no quintal
Quando trocar o teu carro por uma bicicleta
ou um burrico alado
Fico de ponta cabeça
pra ver se vejo o mundo assim desvirado
Se você acha a minha vida doida
Mais doida é você que
Paga as contas todo mês em dia
Mas não consegue viver
E isso tudo é um bayta tédio, querida, pode crer
Talvez não tenha o teu remédio, mas sei o que te faz sofrer

(Capítulo XIV, p. 69, do livro "Contos Pra Cantar")

quinta-feira, 29 de março de 2018

VENTOS de PÁSCOA



Páscoa também é...
4) VENTOS de PÁSCOA
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)
Que os teus hebreus estejam libertos do cativeiro do Egito
Que o teu Cristo tenha renascido outra vez e de novo e de novo –
A despeito de todas as Cruzes do mundo;
Que os teus pagãos ponham o arado na terra, pois é tempo de plantar
E que façam uso de suas foices, já que também pode ser tempo de colher:
Isto só depende da lavoura de cada um;
Que as tuas crianças demorem a limpar os beiços sujos lambuzados do chocolate
(tão cheio de surpresas quanto o restante da vida)
E que o Coelho lhes cobre, em troca, apenas o equinócio de um sorriso de outono.
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Albani: Voz, violão e harmônica
Mick: Viola
Antonio: Flauta

JUDAS



Páscoa também é...
3) A traição de Judas:
JUDAS
(Raul Seixas & Paulo Coelho, 1978)

Parte de um plano secreto
Amigo fiel de Jesus
Eu fui escolhido por ele
Para pregá-lo na cruz
Cristo morreu como um homem
Um mártir da salvação
Deixando para mim seu amigo
O sinal da traição.


É que lá em cima
Lá na beira da piscina,
Olhando simples mortais
Das alturas fazem escrituras
E não me perguntam se é pouco ou demais

Se eu não tivesse traído
Morreria cercado de luz
E o mundo hoje então não teria
A marca sagrada da cruz
E para provar que me amava
Pediu outro gesto de amor
Pediu que o traísse com um beijo
Que minha boca então marcou.

Mas é que lá em cima
Lá na beira da piscina,
Olhando simples mortais
Das alturas fazem escrituras
E não me perguntam se é pouco ou demais
Caravaggio, A Captura de Cristo, 1602

JESUS CHRIST



Páscoa também é...

2) O heroísmo de Iesu:
JESUS CHRIST
(Woody Guthrie, 1940)

Jesus Cristo foi um homem que viajou por essa Terra
Um homem trabalhador e corajoso
Ele disse aos ricos “Deem seu dinheiro aos pobres”
Então mataram a Jesus Cristo

Jesus foi um homem, um carpinteiro
Seus seguidores, verdadeiros e corajosos
Um covarde sujo chamado Judas Iscariotes
Ajudou a matar a Jesus Cristo

Ele foi até o sacerdote, ele foi até a polícia
Ele disse a todos a mesma coisa:
"Vendam as suas joias e deem elas aos pobres"
E então eles mataram a Jesus Cristo

Quando Jesus chegou em Jerusalém
Todos os trabalhadores
Acreditaram no que ele dizia
Mas os banqueiros e os sacerdotes simplesmente o pregaram na cruz

E as pessoas perderam o fôlego ao saber de tamanha crueldade
Todos se perguntaram por quê? Por quê?
Foram fazendeiros e soldados que ergueram
Jesus Cristo na cruz

Esta canção foi cantada no Brasil do século XXI
De ricos, sacerdotes e escravos
Se Jesus pregasse aqui o que pregou na Galil
eia
Matariam Jesus
Cristo outra vez…
(Inspirado no capítulo 10 do evangelho de Marcos).

quarta-feira, 28 de março de 2018

HAI KAI de OUTONO




Páscoa também é...
1) O equinócio da meia-estação:

Hai-Kai de Outono
(Mário Quintana, 1906-1994)
Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis pousar?

Inventor do Vento: Música, voz e viola
Mick Oliveira: Guitarra, vocal de apoio
Antonio Ramos: Flauta doce

domingo, 25 de março de 2018

DIÁLOGOS na PRAIA do LAMI: 246 anos de Porto Alegre




Para os 246 anos de Porto Alegre
Cantemos os:
DIÁLOGOS na PRAIA do LAMI
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)

1. Veio o Vento ao Rio e falou:
A selva de pedra te escondeu, meu amigo, te tapou!

2. O Rio fazendo onda pro Vento falou:
- Mas você me encontrou por aqui, bem na Praia do Lami

3. O Vento chateado continuou a soprar (até bater nos muros da Mauá):
- Me deu a maior tristeza, camarada, logo em nuvens de choro vou me derramar

4. - Calma lá meu bom Ventinho / Que o porto aqui é alegre / E tri faceirinho
(Falou o Rio)

5. O Vento se agitou e até lembrou depois dessa sacudidela:
- Tinha vindo aqui assobiar na Praia das Belas!
- Se muito incômodo não for, meu senhor, me mostre o caminho, por favor

6. O Rio Yngahy falou sereníssimo e sem nenhum grilo:
- Atrevesse a vereda da zona rural / Quase lá no centro da cidade grande /
Fica bem ao lado de um asilo antigo gigante

7. O Vento de imediato cessou virando em calmaria:
- Opa! Opa! ´Pera lá mas asilo não é assim bem coisa de guria!
- Vou subir só até a Glória / Lá nos morros onde muita gente mora /
Lá certamente deve de ter algumas moçoilas com as pernocas de fora!

8. O Rio somente sorriu, pois era tio de todos os Ventos e se despediu dizendo assim:
- Calma lá meu bom Ventinho / Que o porto aqui é alegre / E tri faceirinho…

quinta-feira, 22 de março de 2018

SARAU das ÁGUAS





Coisa bem antiga é beber água...
SARAU das ÁGUAS
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)

A água também tem História
Dos aquedutos romanos
Aos submarinos no fundo dos mares
(Abanando, ou não, aos peixes)
[Fazendo guerras de morte, entre si]
Vai dos marinheiros fenícios
Aos pescadores de Pinhal & Cidreira
É a mesma, sendo outra:
No rio Mississipi, tocando blues de barro
No rio Guayba, com dores de cotovelo
No rio Gravatahy, Aldeia de bromélias
Uma sereia veio e me disse que
"Sereias não têm canela
"Mas que todo banho é, sagradamente, falando
"Purificação (das sujeiras do corpo e da mente)
"Quase como um ressuscitamento diário
"E na barriga da mãe, o nenê não morre afogado".
Onde não tem saneamento como é que faz?
Pois água pode ser QUASE tudo:
limpa, barrenta, doce, salgada, nuvem & vento
de torneira ou de cacimba;
- água é DIREITO HUMANO -
De cristão batizado, pagão e ateu
Água só não pode ser MERCADORIA
A sede dos que querem vender
Não é a mesma dos que precisam tomar
Por isso a água também tem História
Muitas, muitas histórias…

(Videoclipe com quadros de Winslow Homer, Peder Monsted, John Everett Millais, Pintor Desconhecido, Claude Monet, Djalma Urban, Giovanni Battista Castagneto, Van Gogh, Alfred Sisley, Almeida Jr, Marlene Costa, Heitor dos Prazeres).

quinta-feira, 8 de março de 2018

História que não vivi: SEMANA DE LUTAS DAS MULHERES = RECITAL PIMENTA PINK



É a valsa do pai que teimava em ver a filha enquanto criança
e da filha que teimava em se apaixonar...


HISTÓRIA QUE NÃO VIVI
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)

Ainda ontem eu brincava
de bonecas e inventava castelos no ar
Há pouco tempo o meu príncipe encantado não passava de um desenho animado
Agora cresce em meu peito uma vontade doida de amar
E já não sei se a sufoco ou simplesmente deixo arrebentar

Ainda esses dias em meu colo a afastava de toda a maldade
Contemplo agora o meu rosto sem rugas só nas velhas fotografias
Trago no peito um desejo imenso de que ela não mudasse
E desafio os magos e sábios em busca de uma pausa
no tempo

Não me pergunte das coisas que fiz na minha juventude
É diferente, os tempos são outros, há perigo, e está tudo mais fácil
E sendo homem a rua é que foi minha escola
Estou confuso! Já chega de tanta conversa! Preciso calar

Mas veja, pai, não estou lhe enganando nem saindo da linha!
Dias difíceis são ainda piores quando se está sozinha
O que sinto por ele não me impede de ainda lhe respeitar
E desafio os magos e sábios em busca de uma cura pro amor!

terça-feira, 6 de março de 2018

Adaga de Prata: SEMANA DE LUTAS DAS MULHERES = RECITAL PIMENTA PINK




A cantoria segue, desta vez, com ADAGA de PRATA:
Um canto de inspiração mitológica sobre o machismo e o feminismo.
Uma mulher que decidiu morrer virgem, pois sua mãe lhe ensinou que só havia maldade nos homens...

Vuuuuush!
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ADAGA DE PRATA
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)

Não me venha com serenatas
Acordarás assim
a minha mãe
Ela dorme aqui bem
do meu lado
Com uma adaga de prata
no seu punho direito cerrado
Jamais serei a sua esposa

Os homens são todos falsos
Afirma mamãe e a sua adaga
Eles sempre usam
as mesmas cantadas
E na primeira ocasião
Cortejam outra
Desapontando assim
suas namoradas

Meu pai foi um
desses demônios
Sempre tão encantadores
Com a sua corrente
de ouro puro
Acorrentou o coração
de muitas meninas

Portanto vá cortejar
outra moça
Mais ingênua
Torça pra que ela
se apaixone
Por ti
E sua corrente de ouro puro

Pois eu
Eu não quero ser ferida
Decidi então
dormir sozinha pelo resto da vida.


domingo, 4 de março de 2018

Entre o Golpe e a Revolução




E hoje cantaremos / para esta semana da mulher
a canção "ENTRE o GOLPE e a REVOLUÇÃO":
Uma jovem estudante que 
parou pra tomar um café
com as suas utopias.


ENTRE O GOLPE E A REVOLUÇÃO
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)

Todo o café já bebeu
Todas as flores colheu
E o óculos de sol já não está mais no rosto
A essa moça o que foi que lhe aconteceu?

No preguiçoso intervalo entre o golpe e a revolução
Suas caravelas de papel
Alcançaram a rebentação

Ela sabia cada vez mais
A mãe costurando lhe trazia a paz
De tempos em tempos uma boa notícia
Ainda que a verdade não fosse bem assim

Todo o café já bebeu
Todas as flores colheu
E o óculos de sol já não está mais no rosto





quinta-feira, 1 de março de 2018

VERÔNICA: RECITAL PIMENTA PINK



Nesta semana de lutas das mulheres, (qual não é?), ouça o recital PIMENTA PINK do CoV.
Hoje a história é de VERÔNICA: senhora quixotesca que chutou o balde e virou a mesa da cultura machista que lhe arrodeava.
(Capítulo V dos Contos Pra Cantar, p. 31)
Vuuuuush!

VERÔNICA
(c. a. albani da silva, o inventor do vento)
*Quixotismos

Ela já não pensa em marido
Ela já deixou o seu partido
E agora já não segue nenhum deus

Ela largou o clube feminino
Ela chamou o patrão de cretino
Já não torce mais pro time que torceu

Ela já não gosta de vestidos
Ela já não limpa os ouvidos
Não espera mais por um príncipe que nunca nasceu

Ai, ai, Verônica
Só encontrou alegria
Quando deixou de fazer
As coisas que sempre fazia

Ela não depila mais as pernas
Nem almeja mais a vida eterna
E agora cospe no prato que comeu

Esqueceu qual era sua causa
E só come sorvete em cauda
Coloriu todos os livros que leu

Ela já não sente mais saudade
Largou a sua velha faculdade
E queimou todos os diplomas que a vida lhe deu

Sua cor favorita era rosa
Mas agora muda a cada lua nova
E o amor tem um sabor de hortelã

Ai, ai, Verônica
Só encontrou alegria
Quando deixou de fazer
As coisas que sempre fazia

Parou de pensar sobre si mesma
Esqueceu até de sua magreza
E deixou a cara do jeito que acordou pela manhã

Trocou o celular por um carteiro
Perdeu o interesse pelo alheio
E a coisa mais bonita que disse foi “Bom Dia”

Tirou o carro da garagem
Mas preferiu fazer com as próprias pernas
Um caminho por um mapa que ela mesma desenhou