quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Vídeos Inventor do Vento Instagram Setembro & Outubro 2020

 ANGÉLICA e a ESPADA de SÃO MIGUEL (do livro CONTOS pra Cantar, 2016)

SONHO K7 (Inédita feita após despertar de um sonho que virou letra)



JOKERMAN + FILHO DA NATUREZA (Dylan, Gildo & Albani)

*A todos que, como o Chiquinho, nasceram em 21/10 de 2020 trazendo inspiração em meio à pandemia e ao pandemônio.



Vem aí...

 


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Lives Pandemia 2020

 




Louise Glück


A Nobel de Literatura deste ano é poeta e mujer: LOUISE GLÜCK! Seus livros nunca foram traduzidos para o nosso Brasil que, mesmo hoje capacho do Tio Sam (outra vez), e bombardeado por música em inglês, há 50 anos, desconhece a poesia (muito boa!) da América do Norte. Já tinha lido ela no jornal Rascunho, que assino há anos, e catei aqui na revista Piauí esses versos traduzidos pelo Arthur Nestrovski, em 2018:

ARCHAIC FRAGMENT
I was trying to love matter.
I taped a sign over the mirror:
You cannot hate matter and love form.

It was a beautiful day, though cold.
This was, for me, an extravagantly emotional gesture.

……. your poem:
tried, but could not.

I taped a sign over the first sign:
Cry, weep, thrash yourself, rend your garments –

List of things to love:
dirt, food, shells, human hair.

……. said
tasteless excess. Then I

rent the signs.
AIAIAIAI cried
the naked mirror.


FRAGMENTO ARCAICO
Tentava ter amor pela matéria.
Colei uma frase no espelho:
Não se pode odiar a matéria e amar a forma.

Fazia um dia lindo, mas frio.
Isso, para mim, era um gesto de extravagância emocional.

……. teu poema:
tentei, mas não deu.

Colei outra frase em cima da primeira:
Grita, chora, te escabela, rasga tuas roupas –

Lista de coisas para se amar:
Sujeira, comida, conchas, cabelos

……. disse
excesso de mau gosto. Então

arranquei as frases.

AIAIAI gritou
o espelho cristalino.

– LOUISE GLÜCK (1943)

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Vuuush

 

Cavalgando o Vento de volta aos palcos da vida?

(virtualmente, claro!)

Yeaaah

Aguardem lindas novidades ventosas nesta primavera!

Vuuush

terça-feira, 22 de setembro de 2020

BEDROOM POP - Douglas Farias

 

A primavera já me trouxe benefícios:
Hoje garanti meu livro de poesia
BEDROOM POP
Obra do meu primeiro grande aluno
DOUGLAS FARIAS
E como ele diz
Na bundinha do livro:
"Ao que resta do guitarrista na boca".

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

terça-feira, 15 de setembro de 2020

BRS 7:20


A playlist Cavalgando o Vento BRS 7:20 traz o país e o RS na poesia do Inventor do Vento. Em 07 de Setembro de 1822 o Brasil conquistou sua Independência de Portugal. Em 20 de Setembro de 1835 caudilhos gaúchos com ideias esfarrapadas se rebelaram contra os reis brasileiros. De lá pra cá, as crenças, as lutas de classes e a arte vêm tentando criar um país chamado Brasil e um Estado chamado Rio Grande do Sul. Ouça aqui algumas canções de Carlos Albani, o Inventor do Vento, sobre essa viagem simbólica feita de história concreta e sonhos poéticos. Vuuuush

domingo, 16 de agosto de 2020

OMBRE DU BOIS


Em 2005, Charles Adrián-Rojo esteve em Paris e se meteu num triângulo amoroso com os poetas PIERRE LOUYS e BILITIS. Desta trinca saiu este som:

SOMBRA DO BOSQUE
Sombra do bosque / Onde ela devia vir / Diga-me / Onde está minha amada? / Ela desceu até a planície / Planície, onde está minha amada? / Ela seguiu pela beira do rio / Belo rio que a viu passar / Diga-me / Ela está por aí? / Ela me deixou pelo caminho / Caminho, tu a vê ainda? / Ela me deixou pela estrada / Oh estrada branca, estrada da cidade / Diga-me / Pra onde tu a conduziu? / Até a rua dourada que entra em Sardes / Oh rua de luz, tocas-tu seus pés descalços? / Ela entrou no palácio do rei / Oh palácio, maravilha da terra / Devolva-me! / Olha, ela tem colares sobre os seios / E franja no cabelo / Cem pérolas pelas pernas / Dois braços cingem sua cintura.
Vuuuush Gravada no Laboratório de Sons do Vento, Agosto de 2020 Filmografia por Jujuba Negreiros cavalgandoovento.blogspot.com.br
@cavalgando_o_vento

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

ESPACIO (Juan Ramón Jiménez)

 


A coisa tá feia, meus amigos / Pandemia cada vez pior / Governo de merda / Desemprego solto! / Por isso CHARLES ADRIÁN-ROJO & CoV / Te convidam / Pra cantar e dançar / Males espantar / Com um poema de JUAN RAMÓN JIMÉNEZ (1881-1958) / Prêmio Nobel de 1956 / Porque grande mesmo / São as coisas breves e pequenas. / Vuuush / cavalgandoovento.blogspot.com.br / @cavalgando_o_vento

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

The Beatle e eu no Veranico


Me encontrei com um BEATLE esta semana
Demos uma banda de carro
Ele disse "I wanna hold your hand"
Eu disse "Já é"
Viajamos noutro veranico sulino.
Vuuush

domingo, 2 de agosto de 2020

CHARLES ADRIÁN-ROJO & CoV - Los Uruguayos


Com vontade de conhecer o Uruguay ou de matar a saudade, mas não dá pra viajar com essa pandemia tinhosa? É pra isso que CHARLES ADRIÁN-ROJO e o Cavalgando o Vento trazem pra ti a sua terceira parceria: LOS URUGUAYOS, escrita em Montevidéu, em 2017, e falando dos caracóis, artistas e gentes do grande-pequeno país vizinho. É o poder do canto, da música e da poesia: viajar sem sair do lugar com o passaporte da imaginação. Vuuush

sábado, 1 de agosto de 2020

Dulce de Leche News entrevista Charles Adrián-Rojo


Pra vocês, a tradução da entrevista exclusiva com CHARLES ADRIÁN-ROJO, a maior voz da música em castelhano no século XXI, feita pelo jornal uruguayo DULCE DE LECHE NEWS – Solo la buena noticia.

DULCE DE LECHE NEWS – Olá, Charles, é um prazer tê-lo conosco nesta semana que você, em conjunto com o projeto Cavalgando o Vento, lança o single LOS URUGUAYOS, uma canção e clipe em homenagem a vários artistas e personagens históricos do Uruguay. Como foi essa parceria internacional?

CHARLES ADRIÁN-ROJO: Como diz meu irmão brasiliano Carlos Albani: Vuuush (risos)! Então, tudo começou lá em setembro de 2017, quando me encontrei soprando os ares com o doido do Albani, primeiro em Montevidéu, onde dançamos um tango, depois em Colônia do Sacramento e Punta del Este, onde batucamos o candombe, depois galopamos caracóis. O Albani queria mergulhar na poesia do Rio da Prata e eu queria aprender mais sobre a Independência do Brasil, era Sete de Setembro, mas acabamos fazendo outras coisas, como ir a um cassino oferecer esmolas aos apostadores (risos de novo). Por fim, concluímos que os artistas uruguayos são realmente brilhantes, mas a independência nacional não vale a independência da vida sem pátria, nem fronteiras, nem barreiras linguísticas, da imaginação humana.

DDLN – Por que os olhos não mentem?
CAR – Porque quando eu era muito pequeno, ainda uma mera partícula atômica dividida entre os germes de mamãe e papai, eu ouvi o Carlos Albani cantando, muito mal por sinal, aos gritos e aos berros, “Os Olhos Não Mentem”, com a banda Madame Satã, num carro de som em Gravataó, logo após terem sido roubados todos os instrumentos dos garotos da banda. Eu pirei! Na minha opinião, ouvia ali a mais marcante composição sobre estar sozinho no mundo e não trocar a sua alma por meras fumaças que outros fazem e chamamos paixão. Foi a primeira música que pensei em gravar nessa parceria com o Cavalgando o Vento, sem sombra nem eco de dúvidas.

DDLN – “Assombro” é uma canção que pensa em um mundo pós-pandemia onde o grande espanto será ler um livro, brindar uma cerveja, esquecer heróis, guerras e dinheiro. Você não acha isso muito romântico?
CAR – Se você entende romântico como o contrário de realismo (exaltado!), digo que essa letra do Inventor do Vento é que é puro realismo e que romantismo infantil e barato gugu dadá, tosco mesmo, é a bolsa de valores, a presidência da república, a gorda conta nos bancos das igrejas e os vendedores de placebos e da felicidade motivacional na TV ou na internet.

Dia 02 de Agosto é o lançamento mundial de LOS URUGUAYOS, prepare as orelhas!
Vuuush



sábado, 25 de julho de 2020

ASSOMBRO



Do alto do Morro Itacolomi, quero dizer, do Macchu Picchu, Charles Adrián-Rojo lança seu segundo single internacional: ASSOMBRO. Um singelo poema do Inventor do Vento sobre como o mundo poderá ser bem melhor após essa amarga pandemia.


ASSOMBRO: 1. Somos todos paganos ese día tán bueno / Ese buen día: assombro / Para leer un libro / Hacer amigos / Soñar contigo brindando una cerveza / Para leer un libro / Hacer amigos / Renunciar algunas certezas / 2. Somos todos paganos ese día tán bueno / Ese buen día: assombro / Muy calmo y lento / Después de la revolución / De la pereza / En ciudades sin el dolor de las armas / Sin barriadas, sin palácio / Nin guardas / Será el fin / De la dictadura del dinero / Sin cinismo del paraíso en el cielo / 3. Somos todos paganos ese día tán bueno / Ese buen día: assombro / Una nueva película / En la vista de toda la gente / Sin la valentia y capa de héroe / Al releer un libro / Reunirse con amigos / Caminando para limpiar la cabeza



(C. A. Albani da Silva, o Inventor do Vento)
Lab. de Sons do Vento, Julho de 2020.
Siga: @cavalgando_o_vento
Leia: cavalgandoovento.blogspot.com.br

sábado, 18 de julho de 2020

CHARLES ADRIÁN-ROJO



É com grande surpresa e alegria que fiquei sabendo esta semana, em plena semana do rock, que meu amigo, o cantor castelhano, nascido no Gravataó/RS, CHARLES ADRIÁN-ROJO, regravou, obviamente, em espanhol, a composição que fiz em 2001 para a banda Madame Satã “Os olhos não mentem”. E o mais incrível: a música já é a mais ouvida na Espanha, com milhares de orelhas conectadas em Castela, Aragão, Andaluzia e País Basco… Uau! Vuuuush

quarta-feira, 15 de julho de 2020

ROCKSTAR




Entre 2001 e 2005 fui ESTRELA do ROCK
Me faltavam dólares, mulheres, drogas e empresários corruptos
Mas eu tinha 3 amigos mais roqueiros do que eu ao lado
Uma gaita de boca emprestada do avô deles
Uma guitarra elétrica sempre meio desafinada
(Que me foi roubada!)
Uma mente cheia de bobagens
A voz pronta para o grito primal da ADOLESCÊNCIA.

Ouça esta composição que fiz pra banda Madame Satã, gravada do jeito que deu, ao vivo, em um ensaio de 2001, em Gravataó/RS. No baixo o Tiagão, na guita o Mick, na batera o Alemão.

OS OLHOS NÃO MENTEM: Mais um pouco e você se vai / Mais um pouco e nós iremos / Assim como os anjos do Inferno / Nós estamos envoltos num mesmo terno / Pois se você é a minha vida / Sem você eu preciso de uma bebida / Você me deixou numa estação de trem / Só eu e minha gaita e mais ninguém / Você me trocou por um cara rico e bonito / Dinheiro, luxúria e algumas joias / Eu fico com meus jeans rasgados / E você com seus carros importados / Eu não tenho uma amante na cama / Mas eu tenho paz de espírito / Você tem todas essas suas joias / Mas não tem o mesmo brilho no olhar...

Vuuuush

terça-feira, 7 de julho de 2020

Papel Transparente


Chuva caindo sem pedir licença...
No vinho de Neruda,
Saul Bellow e Antonio Skármeta.

Anotando cartas de papel transparente
Rascunho de alívios
Impossível imediatos
Longo, lento, atento.

Vuuuush