A coisa tá feia, meus amigos / Pandemia cada vez pior / Governo de merda / Desemprego solto! / Por isso
CHARLES ADRIÁN-ROJO & CoV / Te convidam / Pra cantar e dançar / Males espantar / Com um poema de
JUAN RAMÓN JIMÉNEZ
(1881-1958) / Prêmio Nobel de 1956 / Porque grande mesmo / São as coisas breves e pequenas. / Vuuush / cavalgandoovento.blogspot.com.br / @cavalgando_o_vento
Com vontade de conhecer o Uruguay ou de matar a saudade, mas não dá pra viajar com essa pandemia tinhosa? É pra isso que CHARLES ADRIÁN-ROJO e o Cavalgando o Vento trazem pra ti a sua terceira parceria: LOS URUGUAYOS, escrita em Montevidéu, em 2017, e falando dos caracóis, artistas e gentes do grande-pequeno país vizinho. É o poder do canto, da música e da poesia: viajar sem sair do lugar com o passaporte da imaginação. Vuuush
Pra
vocês, a tradução da entrevista exclusiva com CHARLES ADRIÁN-ROJO,
a maior voz da música em castelhano no século XXI, feita pelo
jornal uruguayo DULCE DE LECHE NEWS – Solo la buena noticia.
DULCE
DE LECHE NEWS – Olá, Charles, é um prazer tê-lo conosco nesta
semana que você, em conjunto com o projeto Cavalgando o Vento, lança
o single LOS URUGUAYOS, uma canção e clipe em homenagem a vários
artistas e personagens históricos do Uruguay. Como foi essa parceria
internacional?
CHARLES
ADRIÁN-ROJO: Como diz meu irmão brasiliano Carlos Albani: Vuuush
(risos)! Então, tudo começou lá em setembro de 2017, quando me
encontrei soprando os ares com o doido do Albani, primeiro em
Montevidéu, onde dançamos um tango, depois em Colônia do
Sacramento e Punta del Este, onde batucamos o candombe, depois
galopamos caracóis. O Albani queria mergulhar na poesia do Rio da
Prata e eu queria aprender mais sobre a Independência do Brasil, era
Sete de Setembro, mas acabamos fazendo outras coisas, como ir a um
cassino oferecer esmolas aos apostadores (risos de novo). Por fim,
concluímos que os artistas uruguayos são realmente brilhantes, mas
a independência nacional não vale a independência da vida sem
pátria, nem fronteiras, nem barreiras linguísticas, da imaginação
humana.
DDLN
– Por que os olhos não mentem?
CAR
– Porque quando eu era muito pequeno, ainda uma mera partícula
atômica dividida entre os germes de mamãe e papai, eu ouvi o Carlos
Albani cantando, muito mal por sinal, aos gritos e aos berros, “Os
Olhos Não Mentem”, com a banda Madame Satã, num carro de som em
Gravataó, logo após terem sido roubados todos os instrumentos dos
garotos da banda. Eu pirei! Na minha opinião, ouvia ali a mais
marcante composição sobre estar sozinho no mundo e não trocar a
sua alma por meras fumaças que outros fazem e chamamos paixão. Foi
a primeira música que pensei em gravar nessa parceria com o
Cavalgando o Vento, sem sombra nem eco de dúvidas.
DDLN
– “Assombro” é uma canção que pensa em um mundo pós-pandemia
onde o grande espanto será ler um livro, brindar uma cerveja,
esquecer heróis, guerras e dinheiro. Você não acha isso muito
romântico?
CAR
– Se você entende romântico como o contrário de realismo
(exaltado!), digo que essa letra do Inventor do Vento é que é puro
realismo e que romantismo infantil e barato gugu dadá, tosco mesmo,
é a bolsa de valores, a presidência da república, a gorda conta
nos bancos das igrejas e os vendedores de placebos e da felicidade
motivacional na TV ou na internet.
Dia
02 de Agosto é o lançamento mundial de LOS URUGUAYOS, prepare as
orelhas!
Do alto do Morro Itacolomi, quero dizer, do Macchu Picchu, Charles Adrián-Rojo lança seu segundo single internacional: ASSOMBRO. Um singelo poema do Inventor do Vento sobre como o mundo poderá ser bem melhor após essa amarga pandemia.
ASSOMBRO: 1. Somos todos paganos ese día tán bueno / Ese buen día: assombro / Para leer un libro / Hacer amigos / Soñar contigo brindando una cerveza / Para leer un libro / Hacer amigos / Renunciar algunas certezas / 2. Somos todos paganos ese día tán bueno / Ese buen día: assombro / Muy calmo y lento / Después de la revolución / De la pereza / En ciudades sin el dolor de las armas / Sin barriadas, sin palácio / Nin guardas / Será el fin / De la dictadura del dinero / Sin cinismo del paraíso en el cielo / 3. Somos todos paganos ese día tán bueno / Ese buen día: assombro / Una nueva película / En la vista de toda la gente / Sin la valentia y capa de héroe / Al releer un libro / Reunirse con amigos / Caminando para limpiar la cabeza
É
com grande surpresa e alegria que fiquei sabendo esta semana, em
plena semana do rock, que meu amigo, o cantor castelhano, nascido no
Gravataó/RS, CHARLES ADRIÁN-ROJO, regravou, obviamente, em
espanhol, a composição que fiz em 2001 para a banda Madame Satã
“Os olhos não mentem”. E o mais incrível: a música já é a
mais ouvida na Espanha, com milhares de orelhas conectadas em
Castela, Aragão, Andaluzia e País Basco… Uau! Vuuuush
Me
faltavam dólares, mulheres, drogas e empresários corruptos
Mas
eu tinha 3 amigos mais roqueiros do que eu ao lado
Uma
gaita de boca emprestada do avô deles
Uma
guitarra elétrica sempre meio desafinada
(Que
me foi roubada!)
Uma
mente cheia de bobagens
A
voz pronta para o grito primal da ADOLESCÊNCIA.
Ouça
esta composição que fiz pra banda Madame Satã, gravada do jeito
que deu, ao vivo, em um ensaio de 2001, em Gravataó/RS. No baixo o
Tiagão, na guita o Mick, na batera o Alemão.
OS
OLHOS NÃO MENTEM: Mais um pouco e você se vai / Mais um pouco e nós
iremos / Assim como os anjos do Inferno / Nós estamos envoltos num
mesmo terno / Pois se você é a minha vida / Sem você eu preciso de
uma bebida / Você me deixou numa estação de trem / Só eu e minha
gaita e mais ninguém / Você me trocou por um cara rico e bonito /
Dinheiro, luxúria e algumas joias / Eu fico com meus jeans rasgados
/ E você com seus carros importados / Eu não tenho uma amante na
cama / Mas eu tenho paz de espírito / Você tem todas essas suas
joias / Mas não tem o mesmo brilho no olhar...
Livro marcante. Inspiração para ajudar a nos desarmar de estúpidos preconceitos e ranços com quem expressa o seu amor, sentimento tão universal e necessário, que vem de maneiras diferentes. Vuuush
"Meu primeiro professor de poética aplicada. O cara que levou poesia para o centro da indústria cultural no século XX. De cantor de protesto a roqueiro concretista a cantor de mambembe e vaudeville a profeta gospel a cantor brega a trovador de um blues sujo retrô futurista a teólogo e erudito da Roma antiga a prêmio Nobel de Literatura".
"Uma das leituras mais inspiradoras e vertiginosas que fiz durante os anos de faculdade de História (lá por 2005). Leitura não-obrigatória, barroca, histórica, realista, mágica, lírica, trágica, cômica. Ritmo e fluidez incríveis desde uma alminha que encarna na Bahia tomada por holandeses em 1600 e pico até os anos de chumbo do militarismo brazuka na década de 1970".
"Marisa Lajolo e Regina Zilberman apresentam aqui um traçado consistente do nascimento, da consolidação e das transformações das práticas de leitura da sociedade brasileira, sem ignorar o fato de que cada época, cada obra e cada autor trazem consigo características próprias. Por esse viés, acompanhamos, fascinados, o amadurecimento do leitor - o que, por consequência, também nos esclarece sobre as conexões intrínsecas entre o universo fantasioso (e fantástico) da literatura e o mundo social em que habitamos".
"A ideia de que alguma vez existiu uma linguagem que expressasse de forma perfeita e inequívoca a essência de todas as coisas e conceitos possíveis ocupou as mentes dos filósofos, teólogos e místicos por pelo menos dois milênios. Neste livro, Umberto Eco investiga esse projeto utópico de se descobrir uma língua original, perfeita e única para todo o gênero humano".
"Uma conhecida máxima diz que é preciso estudar o passado para compreender o presente e construir o futuro. Nesse sentido, ao provar que não há uma tradição constante de racismo - que não é portanto, algo linear ou inerente à condição humana -, Bethencourt amplia nossa compreensão das relações interétnicas e contribui para o fim da história desse preconceito".
"O princípio supremo, tanto na política quanto na vida privada, deveria ser o de promover tudo o que for criativo e, assim, diminuir os impulsos e desejos que giram em torno da posse". Esta obra constitui potente reflexão sobre os elementos que levam o homem a estados de beligerância e os níveis em que isso poderia ou deveria ser evitado, contribuindo decisivamente para a fama de Russell como crítico social e pacifista.